Governo do Estado do Rio Grande do Sul
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Logística

O sistema de transportes do Estado é diversificado: há rodovias, hidrovias, ferrovias, dutovias e aeroportos. As rodovias são as mais usadas para transporte, seguidas por ferrovias e hidrovias.

Mapa de redes modais
Mapa de redes modais - Foto: Reprodução

Rodovias

Rodovia do Parque
Rodovia do Parque - Foto: Claudio Fachel, Palácio Piratini

O sistema rodoviário predomina no Rio Grande do Sul: mais de 80% dos passageiros e das cargas são transportados por essa via, que atinge 153,9 mil quilômetros de extensão. O fácil acesso aos vizinhos Argentina e Uruguai é um dos principais diferenciais do Estado. Entre as principais rodovias em solo gaúcho estão a BR-101, que liga o Rio Grande do Sul a outros 11 Estados; a BR-116, que vem do Ceará, passa por 10 Estados brasileiros e chega a Jaguarão, no limite brasileiro com o Uruguai; a BR-290, que atravessa o Estado partindo do Litoral Norte em direção ao Oeste, chegando à Argentina; a BR-472, que corta o extremo oeste gaúcho e chega à Barra do Quaraí, na tríplice fronteira entre Brasil, Uruguai e Argentina; e a BR-285, que inicia em Santa Catarina e chega a São Borja, município gaúcho que faz fronteira com a Argentina. O Estado possui a quarta maior frota de veículos do Brasil, representando 7,1% do total nacional (DENATRAN, 2016)

Hidrovias

Hidrovia em Porto Alegre
Hidrovia em Porto Alegre - Foto: Camila Domingues, Palácio Piratini

Em termos proporcionais à sua área, o RS é o Estado brasileiro com a maior extensão de hidrovias navegáveis, 758 quilômetros. Os rios, lagos e lagoas com essa função estão divididos em três bacias hidrográficas: do Uruguai, do Guaíba e Litorânea. Os principais rios navegáveis estão concentrados nestas duas últimas, na região leste do Estado. A conexão com o Uruguai é uma das principais vantagens competitivas da hidrografia gaúcha. Além disso, o Estado conta com portos em diferentes regiões, sendo que os principais são os de Porto Alegre, do Rio Grande e de Pelotas. A principal rota é Porto Alegre-Rio Grande, por onde são transportados principalmente produtos petroquímicos, derivados de petróleo, farelo e óleo de soja e celulose.

Porto do Rio Grande

Porto de Rio Grande - Terminal de Contêineres
Porto de Rio Grande - Terminal de Contêineres - Foto: Divulgação

Consolidado como o porto do Cone Sul, o Porto do Rio Grande é o segundo porto brasileiro em exportações e o quarto em movimentação geral de cargas (SEP, 2015). O acesso por via rodoviária, ferroviária e fluvial faz dele um dos mais estratégicos portos da América Latina. Em 2015, 726,8 mil contêineres passaram por Rio Grande, contabilizando um total de 37,7 milhões de toneladas. A soja em grão é o principal produto – apenas em 2015 foram embarcadas 11,4 milhões de toneladas (ANTAQ, 2015).

Dentre a área organizada do porto, destacam-se o Porto Novo, de administração direta do governo estadual, e o Superporto, onde estão instalados os seus principais terminais especializados. O Porto Novo conta com cais de 1.952 metros de comprimento e 11 berços e profundidade de 10,5 metros. O Superporto, por sua vez, dispõe de 1.552 metros de cais com profundidades variando de 5 a 14,5 metros.

Destacam-se o seguintes terminais (ANTAQ):

  • Terminal Tecon Rio Grande, especializado na movimentação e armazenagem de contêineres. Possui um cais de 850 metros comprimento e ocupa área total de 735 mil m², dos quais 235 mil m² são destinados a estocagem de contêineres, pátio pavimentado com 1.050 tomadas para contêineres refrigerados e um armazém com 17 mil m², cujas cargas são movimentadas através de 10 portas de entrada e saída. O seu cais está equipado com quatro guindastes Impsa Post-Panamax, dois guindastes Gottwald HMK 280E 100 t e um guindaste Gottwald HMK E300 100t, que possibilitam a operação simultânea de três navios. No pátio, a movimentação de contêineres é feita por 14 reach stackers, 5 front loaders, 22 fork lifts, 46 tratores de pátio e quatro guindastes RTGs. O pátio tem capacidade para 20.000 TEU
  • Terminal Termasa, destinado à movimentação de produtos agrícolas. Possui oito armazéns com capacidade total de 220.000t e dois tanques com capacidade total de 10.000t de óleo vegetal
  • Píer Petroleiro (terminal arrendado pela Petrobras) com capacidade de armazenamento estática de 22,5 mil m³, dois tanques para armazenagem de álcool, com capacidade total de 10 mil m³, e dois tanques para armazenagem de benzeno, com capacidade total de 8,7 mil m³

Aeroportos

Avião sobrevoa cidade
Avião sobrevoa cidade - Foto: Pexels Photo

O Rio Grande do Sul conta com aeroportos em diferentes municípios. Os principais, além do Aeroporto Internacional de Porto Alegre – Salgado Filho, estão nas cidades de Caxias do Sul, Passo Fundo e Pelotas. Está prevista, ainda, a construção de um novo aeroporto internacional na Região Metropolitana de Porto Alegre, com capacidade de 40 milhões de passageiros ao ano.

Aeroporto Internacional de Porto Alegre – Salgado Filho

O Aeroporto Salgado Filho é um dos mais importantes do país, com ligações diretas para a Europa e Américas do Sul, Central e do Norte. É o terceiro em número de passageiros internacionais, ficando atrás apenas do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Guarulhos, em São Paulo. Em 2015, segundo o Anuário Estatístico Operacional da Infraero, passaram pelo Salgado Filho 88,3 mil aeronaves, 8,4 milhões de passageiros e 28,6 mil toneladas de carga.

Com mais de 50 mil metros quadrados de área construída, distribuída entre dois terminais, o aeroporto pode receber, simultaneamente, até 25 aeronaves de grande porte. São 32 balcões de check-in e cinco pontes de embarque e desembarque. O aeroporto de Porto Alegre está com obras em andamento que irão aumentar a área do Terminal 2 de 37,2 mil m² para 76 mil m². Um dos diferenciais do Salgado Filho é a localização: situado na Zona Norte da Capital, o aeroporto fica a apenas 10 quilômetros do centro da cidade, com menos de 30 minutos de deslocamento.

 

Ferrovias

Trem em ferrovia
Ferrovia - Foto: Rumo Divulgação
O Estado possui malha de 3.259 quilômetros de linhas e ramais ferroviários, utilizada exclusivamente para o transporte de cargas. Com conexões em bitola mista, o sistema permite integração junto aos padrões argentino e uruguaio. Destacam-se quatro terminais, que concentram o maior número de cargas: Região Metropolitana, Passo Fundo, Cruz Alta e Uruguaiana. Os principais produtos transportados são combustíveis, adubos e soja.

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